Zâmbia inicia obras da ferrovia do Corredor do Lobito ainda este ano
O Presidente da Zâmbia, Hakainde Hichilema, anunciou que as obras da linha ferroviária que ligará as regiões mineiras do país ao Porto do Lobito, em Angola, deverão arrancar ainda este ano, no âmbito do desenvolvimento do Corredor do Lobito.
Falando à margem de uma conferência, o chefe de Estado reconheceu que o processo tem sido demorado, mas garantiu que chegou o momento de avançar para a execução do projecto. “Tem sido um processo lento, admito, mas agora vamos deixar de lado as grandes conferências, as palestras e os seminários para garantir que o projecto seja implementado”, afirmou Hichilema, citado pela agência financeira Bloomberg.
O Corredor do Lobito é um eixo ferroviário e económico estratégico que liga o Porto do Lobito, em Angola, às regiões mineiras da República Democrática do Congo e da Zâmbia, através do Caminho de Ferro de Benguela.
O projecto contempla duas componentes principais: a modernização da linha ferroviária já existente entre o Lobito e o sul da República Democrática do Congo, e a construção de uma nova ferrovia com cerca de 800 quilómetros, que ligará a fronteira angolana ao noroeste da Zâmbia. Apenas esta nova infra-estrutura poderá custar até cerca de quatro mil milhões de euros.
Actualmente, os comboios já circulam no território angolano entre o Porto do Lobito e a fronteira com a República Democrática do Congo.
O corredor é considerado uma plataforma estratégica para facilitar o comércio regional, reduzir custos e tempo de transporte e permitir que países do interior da África Austral e Central tenham acesso directo ao Oceano Atlântico.
Entretanto, o ministro de Estado para a Coordenação Económica, José de Lima Massano, admitiu recentemente a possibilidade de expansão do corredor até ao Porto de Dar es Salaam, na Tanzânia.
Segundo o governante, a ligação entre o Lobito, a República Democrática do Congo, a Zâmbia e Dar es Salaam poderá criar um importante canal competitivo de circulação de mercadorias, reforçando a integração regional e impulsionando o comércio internacional.


