Venezuela. Calma tensa paira sobre Caracas, com a maioria das lojas fechadas e pouco movimento nas ruas, um dia após de Nicolás Maduro ter sido deposto e capturado pelos EUA

Janeiro 4, 2026 - 17:05
Venezuela. Calma tensa paira sobre Caracas, com a maioria das lojas fechadas e pouco movimento nas ruas, um dia após de Nicolás Maduro ter sido deposto e capturado pelos EUA

Uma calma tensa paira hoje sobre a capital da Venezuela, Caracas, com a maioria das lojas fechadas e pouco movimento nas ruas, um dia após o Presidente, Nicolás Maduro, ter sido deposto e capturado numa operação militar americana.

Uma reportagem da agência Associated Press, (AP), em Caracas, retrata a capital da Venezuela “invulgarmente tranquila neste domingo”, com poucos veículos a circular e a maioria dos postos de gasolina e estabelecimentos comerciais fechados.

Um dia depois de o ataque dos Estados Unidos ter capturado o Maduro e a sua mulher, Cilia Flores, as ruas “normalmente cheias de corredores e ciclistas estavam praticamente desertas, e o palácio presidencial da Venezuela era guardado por civis armados e militares”, descreve a AP.

Um cenário diferente do vivido no sábado na cidade, onde “se formavam filas em lojas e postos de gasolina” e venezuelanos “apreensivos armazenavam mantimentos” para o caso de a violência eclodir.

Nos arredores da capital, no estado de La Guira, famílias com casas danificadas pelas explosões durante a operação militar “ainda limpavam os escombros” na localidade, onde “alguns prédios ficaram com as paredes completamente abertas”.

Após a mudança de situação na Venezuela e as promessas do Presidente norte-americano, Donald Trump, de que os Estados Unidos “governarão” o território com a ajuda da vice-presidente de Maduro, Delcy Rodríguez, “ninguém no país parece saber qual é a situação ou o que o futuro reserva”, acrescenta a AP.

Num bairro de baixa renda na zona leste de Caracas, o operário da construção civil Daniel Medalla sentou-se nos degraus em frente a uma igreja católica e disse a alguns fiéis que, mais uma vez, não haveria missa matinal.

À reportagem da AP o venezuelano, de 66 anos, levantou a hipótese de que as ruas permaneceram praticamente vazias porque as pessoas “temem a repressão do Governo caso ousassem comemorar”, depois da forte repressão governamental durante as conturbadas eleições do ano passado.

Já quanto à saída de Nicolás Maduro da presidência da Venezuela, afirmou: “Estávamos ansiosos por isso.”

Os Estados Unidos lançaram no sábado “um ataque em grande escala contra a Venezuela”, que capturou o Presidente venezuelano e a mulher, e anunciaram que vão governar o país até se concluir uma transição de poder.

Ernesto Capiquila Redator e Blogger pesquisador de vários assuntos da franja social. Gosta de manter informado em assuntos diversificados. Publica assuntos variados, desde as músicas, cronicas (Poéticas, Narrativas e Históricas), Notícias, Tutoriais de Tecnologias e muito mais assuntos de interesses sociais.